Cinzas

Não são as cinzas das florestas incendiadas,Que a neblina posta chama apaga,São as luzes que inflama em brasa,A vida que em gotas passa.É o tempo, grande relojoeiro,Que em dia, hora marcada,No momento que esparsa, se esconde,Oculta a espada do fim da vida.É olhar o lado bom de viver,Com muito apreço e verdade,Que com veracidade, o... Continuar Lendo →

Caótico

Outro dia vi correndo por aí, A passadas largas, no ritmo do vento, O que apressado, passado, fugia. Perdido seguindo seu destino, Em paz beijando sua direção. Parado estava, parado fiquei, Olhando para minha perdição, Os pés no chão, pele ardente pelo sol, Como a multidão que espera o trem. Olhei fixadamente, era eu! Partindo... Continuar Lendo →

A poesia mais amadora do mundo

Quando era criança, meados de 2006, Corria sobre os grãos de café, Que ao sol agrestino, se secava na roça, Hoje aprendi amar tal café, Tem seu sabor amargo metade de meus versos publicados. Quando eu era novo, criança impulsiva, Atropelado na estrada da barra, Marcou cicatrizes em meu corpo, Hoje homem, minha alma se... Continuar Lendo →

Serenando

Só é amor quando tu se pegar rindo sozinhaQuando as sacanagens da patroa mal amadaJá não te incomodarem tanto assim.E a mais costumeira das lembranças ajudar a ressuscitardoses das boas gargalhadas há décadas trancafiadas,Desde os confins de um coração dantes vazioAté as elétricas membranas estreladas no subconsciente,Agora rubro da mais doce e incomensurável paixão. Só... Continuar Lendo →

Proletário Vertical

Eu tinha vinte e três anos, barriga tanquinho e pouco juízo. O trem da minha vida saiu um pouco dos eixos, de modo que a quantidade de cerveja que outrora me derrubava, tornou-se uma mera introdução aos festejos semanais. Estava difícil conseguir um emprego e as coisas pareciam uma ladeira, quase que literalmente: suando nas... Continuar Lendo →

Notas menores

Deixe-me ouvir canções em notas menores. Você não imagina o quanto isso me faz bem. Tenho a sensação de que não estou sozinho. Sim, as músicas são minhas únicas companhias. "Saia desse poço!; Levanta-se desse chão!; Erga a cabeça!". Mal sabem os compositores que quero continuar aqui, nesse chão, nesse poço… E quanto mais fundo,... Continuar Lendo →

Vazio agudo

Eu odeio multidões. Rasgo-me ao meio, investigo cada centímetro meu. Não há nada aqui, nada que a faça querer ficar. Não há nada interessante que a faça querer ficar. Desperdício. Minha existência. Sim, é isso. A porta está aberta, querida. Vá, deixe os cigarros. Estou acabando, olhei cada centímetro aqui dentro e não há nada... Continuar Lendo →

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