Notas no fundo do armário

02/2018, Não ser capaz de escolher quem amamos é, provavelmente, um dos maiores defeitos da espécie humana. Amar alguém que não te ama e ser amado por alguém que você não quer definiu, define e definirá a condição amorosa da maior parte das pessoas que nasceram, nascem e nascerão nesse planeta. Quanto a isso, não... Continuar Lendo →

Pernambuco

Excomungado sejam todos! Todos esses pujantes ventos Que, de súbito, invadiram Suas flores cinzas, Suas mudas lindas, Suas poses finas, Soterrando o leve da luz E o mudo culto ao fruto Doce fruto do teu cajá. Dos galhos frágeis Perfeitamente secos Pouco a pouco os vejo Nos vestígios desleixados No marketing do consumo Pobre lenha... Continuar Lendo →

Pra onde os gatos vão depois que morrem

Disse que a vida só cansa, que tudo tava uma merda, a voz saiu assim abafada. C. me disse outras coisas também, mas não dei importância, eram coisas confusas. Desvarios de quem perde, não prestei atenção.  O computador estava ligado – precisar dessa máquina para viver é uma merda. C. foi deitar, não queria mais... Continuar Lendo →

Cinzas

Não são as cinzas das florestas incendiadas,Que a neblina posta chama apaga,São as luzes que inflama em brasa,A vida que em gotas passa.É o tempo, grande relojoeiro,Que em dia, hora marcada,No momento que esparsa, se esconde,Oculta a espada do fim da vida.É olhar o lado bom de viver,Com muito apreço e verdade,Que com veracidade, o... Continuar Lendo →

Caótico

Outro dia vi correndo por aí, A passadas largas, no ritmo do vento, O que apressado, passado, fugia. Perdido seguindo seu destino, Em paz beijando sua direção. Parado estava, parado fiquei, Olhando para minha perdição, Os pés no chão, pele ardente pelo sol, Como a multidão que espera o trem. Olhei fixadamente, era eu! Partindo... Continuar Lendo →

A poesia mais amadora do mundo

Quando era criança, meados de 2006, Corria sobre os grãos de café, Que ao sol agrestino, se secava na roça, Hoje aprendi amar tal café, Tem seu sabor amargo metade de meus versos publicados. Quando eu era novo, criança impulsiva, Atropelado na estrada da barra, Marcou cicatrizes em meu corpo, Hoje homem, minha alma se... Continuar Lendo →

Serenando

Só é amor quando tu se pegar rindo sozinhaQuando as sacanagens da patroa mal amadaJá não te incomodarem tanto assim.E a mais costumeira das lembranças ajudar a ressuscitardoses das boas gargalhadas há décadas trancafiadas,Desde os confins de um coração dantes vazioAté as elétricas membranas estreladas no subconsciente,Agora rubro da mais doce e incomensurável paixão. Só... Continuar Lendo →

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