Notas que fazem a vida caber em um papel

As poesias são espelhos ou meras frases soltas?

E meu olhar fixo no reflexo, as vezes versos na mão,

Um borrão que corta o vidro do espelho.

E sendo espelho vê-se maior ou menor?

Geralmente grande, exageros, jamais mentiras,

Imagem refletida das tramas do coração.

E nessa vida transcrita, são poucas palavras fingidas,

As vezes sofridas, as vezes lembranças, saudades também cabe.

Pensei em escrever algo estruturado, texto desenrolado em métrica bonita,

Tentativa fugaz, insana, prefiro um autorretrato, se está feio ou sem graça não ligo,

Pelo menos não é ilusão, rabiscos, escondidos em palavras bem colocadas.

Em meu ser habita muitas versões de mim, eu sei,

A que mais gosto é a da tentativa falha de ser poeta.

É preciso coragem para amar, e covardia para fingir não querer,

É molhar os pés no rio que pode te afogar,

Mas quer saber? Ponho minha conta em risco,

Vou em direção ao que pode me matar,

O homem que expõe o peito a chaga forte,

O que é fraco pra mim não vale, desejo o intenso gosto,

Sinto que cada vez me aproximo dela, em breve saberei,

Que meu amor se eternize em mil e um poemas.

2 comentários em “Notas que fazem a vida caber em um papel

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