Olhos

Meus olhos são intensos, como labaredas vivas,

Infindas tochas, calmas chamas, vejo muito mais,

Enxergo quem me ama,

Quem de inveja trama,

Aquele que em ódio envaidece,

Quem o espírito fraco desfalece.

Sei que eles recitam as mais belas poesias,

Sonetos em perfeita harmonia.

O que as palavras omitem a vista escancara,

Quero a moça que me encara na noite fria,

E sua pupila em crescente dilata,

Morde lentamente o canto da boca enquanto ajeita o cabelo,

E seu corpo arrepia, e meu sangue enfervesce.

Em nada penso, apenas sigo o rumo de meu instinto que me arde,

Em segundos sinto o gosto de teu beijo sem precisar pedir,

Quero mais, muito mais,

Despir teu corpo e tua alma em mútuo desejo,

Eu a amo e decifro por inteiro.

Se nada temes, confie em teu olhar,

Nele nada se oculta, nada se disfarça, nada se perde, e nada se escapa,

Serás ele teu guia no mar da noite sombria,

Nele encontrarás o segredo das mulheres,

E provará o mel de resolver o doce enigma,

As palavras são o de menos, pois apenas os olhos refletem a alma.

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