Sofrimento didático

Ventava muito na noite que julgavam fria,

Meu corpo porém fervia, raras vezes sente frio,

Eu olhava o céu negro, e aquele caos piscava de volta,

Uma estrela encarava a lua como amante sombria,

Segui caminhando com uma águia sob os ombros,

E uma serpente enrolada dentro de mim,

Enfim, estava em sólita companhia.

Encosto meus dedos em uma flor roxa,

Ela tinha espinhos ocultos!

Beba, oh flor, de parte de meu sangue quente que derrama,

Mas cuidado, ele possui veneno!

Minha serpente as vezes exagera na dose,

Até me morde por dentro as vezes.

Minha águia é indomada,

Voa longe e não quer parar,

Enxerga além até demais,

Boa companhia para a violenta serpente.

E minhas mãos?

Hoje cicatriza muito rápido,

Ela tem compromisso de criar,

Afinal, tenho muitas poesias e contos a publicar.

Flor, lembro que em outra era,

Julguei minhas mãos pesadas demais para te tocar,

Acreditei porém que serias minha,

Tu pois confirmou que sim,

E quando te procurei, tinhas sumido, ingrata!

Moeu-me com teus cânticos de traição,

Juraste amor, porém dava copos de maldade,

De dor minha alma tingiu aflita, inquieta, errante, ,

E da tinta amarga virou ódio, quis vê-la destruída,

No fundo ainda a amava.

Meu mago porém revelou teus segredos ocultos,

Oh rosa profana que manchas o sagrado,

Segui o caminho daquele que cria,

Morreu em mim o desejo de incendiar bosques,

Tua vontade é perversa, a minha porém sagrada,

Eu sou como meteoros errantes no céu,

Tu porém estrela parada.

Tenho piedade de ti, não quero vingar-me,

Não serei derrubador de bosques que profetiza desertos,

Nem vejo mais pureza em ti, como da primeira vez,

Sou indiferente e forte, sei ser mal, mas não quero,

Tenho por conhecimento a tua medida de maldade,

De teus espinhos sou imune a dor,

Tua força porém quer fazer sangrar,

Receba gotas de meu sangue para que sejas não mais maldosa,

Mas sagrada que domina sobre teu cálice de maldade.

A amei como escravo na primeira era,

Odiei-a com meus sete demônios na segunda,

Hoje, na terceira casa sou justo herói, sacerdote guerreiro,

Hoje sou serpente e águia,

Seguindo o caminho daquele que cria.

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