2010

Éramos três e o tempo não pretendia passarSentados na escada, de mãos dadas, falando do passado, pensando no futuroE inquieto eu te pedi um beijo com aDesculpa de que éramos eternos amigos, logopor que não brincarmos só naquela bela noite?Você não só acatou, como me beijoutocando meus lábios de um jeito doceCom a química que... Continuar Lendo →

De outra dimensão

Hoje cheguei aMaldita conclusãoDe que não temosO mesmo timePara o amor.Tu gosta das minhaspalavrasTu ama as minhaspiadasE ao meu ver o nossoMomento é agoraPodemos fazer funcionarMas ao saber dissoVocê me ignoraPorque infelizmente nósNão temos o mesmo timepara o amor O seu momento seráDaqui a uns vinte anosNuma tarde radioativaEnquanto tu ministraUma de suas aulas deliteraturaUm... Continuar Lendo →

Correspondido

O céu estava completamente alaranjado, parecia que o mundo ensaiava o Apocalipse. Dani foi até a casa de Glauco e bateu três vezes no velho portão de alumínio. Ninguém atendeu. Gritou cinco, seis vezes e nada aconteceu. Ouvia-se apenas os latidos dos cães. Apreensiva, olhou no celular e notou que ele não havia visualizado suas... Continuar Lendo →

11º dia

Sabe, há todo esse esforço cósmico, genético, social Para nos afastar Diariamente, mensalmente, anualmente De tudo aquilo que nós Somos, queremos, amamos E lutar contra isso é Fugir de si e mergulhar dentro de si Simultaneamente A sanidade e a loucura juntas Fazendo as pazes, dando as mãos As peças do xadrez se embaralham Todas... Continuar Lendo →

Manchado de verdades

É complicado narrar essa história. Era uma noite triste e eu não dormia há três dias. Andava refletindo sobre minha própria vida e papel desempenhado nela. Após muito matutar, cheguei à conclusão de que, apesar do mundo se atualizar diariamente, talvez algumas coisas estejam destinadas a não mudar. Meus avós, por exemplo, reclamavam da falsidade... Continuar Lendo →

Dando um fim

Obrigado por me avisarQue eu estaria em perigoSim, decidi me arriscarMergulhei sabendo nadarÉ claro, conhecia os riscos Os fogos explodem lá foraEntre bebidas, mulheres, amigosSe Copacabana aguenta o marSuportará você tambémDando fim a sua história comigo Mas obrigado por me avisarQue eu estaria em perigoAgora, deixe-me comemorarOs fogos explodem lá foraHá comida e música ao... Continuar Lendo →

Subúrbio em trevas

Danilo tinha vinte e cinco anos de idade e era morador de Quintino. Foi nascido e criado no bairro, seu apelido por lá era Deco. Descendente de nordestinos, ele vive sozinho no Rio. Seu parente mais próximo era a avó materna, já falecida. Ela deixou para ele um pequeno apartamento próximo a Faetec. Por profissão,... Continuar Lendo →

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